sábado, 3 de setembro de 2011

Escovas progressivas breve analise sobre os ativos e suas implicações


Este é um post preguiçoso estou me aproveitando de pesquisas e postagens que fiz em uma comunidade que posto ultimamente com certa frequência. O debate foi acalorado e no final achei que ficaria legal dar uma lapidada e jogar aqui no blog! Portanto estou fazendo isso agora.





Carbocisteína 
Derivada de um aminoácido (parte da proteína) chamado L-cisteina, a carbocisteína devido a sua alta bioafinidade com os fios tem uma alta capacidade de retenção de água como o colágeno por apresentar uma estrutura molecular menor, penetra no córtex e forma ligações fundamentais para reforçar sua estrutura.

Acredita-se que devido a sua alta afinidade com a queratina, a carbocisteina atue rente as cutículas danificadas dos fios.

A carbocisteina sozinha não alisa, são apenas moléculas de baixo peso e que atuam agentes de retenção de moléculas de água.
A Carbocisteina utilizada em cabelos é a OXOACETAMIDA DE CARBOCISTEÍNA que pode estar associada a OXOACETAMIDAS ÁCIDAS mas mesmo assim elas não conseguem modificar a forma do fio por se tratar de aminoácidos.
Tipo de composto Fenólico, sua composíção química C8 H10 O2 Característica líquido oleoso, pouco solúvel em água, solúvel em álcool, amplo espectro de tolerância de pH estável (valor de pH aproximadamente 7.0)

Conheci a Carbocisteína quando tive uma forte gripe e a Dra Sandra (farmacêutica) me indicou um xarope com este ativo!

FORMOL

O formol é um composto químico considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Absorvido por inalação e principalmente quando em exposição prolongada, ele tem a propriedade de aumentar o risco de aparecimento de câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça. Quanto maior for a concentração e a freqüência de uso do formol, maior será a quantidade de gás inalado, maior será o contato com a pele e consequentemente maior será o perigo, tanto para os profissionais que aplicam o produto e para os usuários.

Os riscos a que estão expostas as pessoas que se aproximam do formol são:

Pele - Tóxico. Causa irritação, com vermelhidão, dor e queimaduras.

Olhos - Causa irritação, vermelhidão, dor, lacrimação e visão embaçada. Altas concentrações causam danos irreversíveis.

Inalação - Pode causar câncer no aparelho respiratório. Pode causar dor de garganta, irritação do nariz, tosse, diminuição da freqüência respiratória, irritação e sensibilização do trato respiratório. Pode ainda causar graves ferimentos nas vias respiratórias, levando ao edema pulmonar e à pneumonia. Fatal em altas concentrações.

Exposição crônica - A freqüente ou prolongada exposição pode causar hipersensibilidade, levando às dermatites. O contato repetido ou prolongado pode causar reação alérgica, debilitação da visão e aumento do fígado.


Página do Instituto Nacional do Câncer (INCA)
Acho interessante a leitura e recomendo.o assunto  é FORMOL!
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=795

Observe os desenhos das estruturas moleculares da CARBOCISTEÍNA e do FORMOL observe que nem de longe eles são parecidos portanto, a Carbocisteína não tem nada a ver com formol. Faço esta observação porque houve uma certa associação no fórum durante o debate.

ÁCIDO GLIOXÍLICO

 O ácido glioxílico ou ácido formilfórmico é um ácido orgânico de fórmula OHC-COOH, e é o mais simples dos ácidos-aldeídos.
Um doce para quem adivinhar de quem ele é por assim dizer... parente.
O pH bem acido, entre 1 e 1,5 para acido glicoxílico (após a manipulação feita pelos laboratórios) e entre  1,5 e 2,0 para as formulações com carbocisteina. Mas há de se ter cuidado com as várias aplicações por os produtos serem muito ácidos e comprometer a fibra capilar.
Quanto a Semelhança entre Àcido Glioxílico e Formol ela fica mais evidente quando usamos um termo mais técnico :
ácido glioxílico ou ácido formilfórmico é um ácido orgânico de fórmula OHC-COOH (C2H2O3 – Peso
Molecular: 74,04), e é o mais simples dos ácidos-aldeídos.

Classificação ANVISA Grau 1- Os produtos são, em geral, os mais simples. São produtos de higiene pessoal e cosméticos que não contém ingredientes restritos ou possuem propriedades básicas/elementrares, que não necessitem de confirmação através de testes clínicos. O processo de informação à ANVISA é feito através de uma notificação eletrônica – um formulário é preenchido no próprio site da ANVISA.

Exemplo de produtos grau 1: Perfume, Base, Batom, Blush, Shampoo, Condicionador, esfoliante, hidratante, demaquilante, delineador, esmalte, lápis para olhos, lábios e sobrancelhas, tônico facial, máscara para cílios, entre outros.
Particularmente não concordo com esta classificação já que quando aplicado este produto abre até dois tons na cor do cabelo seja natural ou com tintura. poderia ser grau 2.

GLUTARALDEÍDO


Glutaraldeído, glutaral, aldeído glutárico, pentano-1,5-dial ou 1,5 pentanedial é um dialdeído saturado, com um odor forte, usado em desinfetantes e esterilizantes ambulatoriais e hospitalares. Possui fórmula química C5H8O2.

Embora seja usado em ambiente médico, é tóxico, causando severas irritações nos olhos, nariz, garganta e pulmões, juntamente com cefaléias, sonolências e vertigens.
Glutaraldeído é um líquido oleoso a temperatura ambiente (densidade 1.06 g/mL), e miscível com água, álcool, e benzeno. É usado como um fixador de tecidos em microscopia eletrônica. É empregado como um fluido de embalsamamento, é um componente de soluções de curtimento de couros,usada na desinfecção hospitalar, a substância é tão potente que é capaz de esterilizar instrumentos infectados pelo vírus HIV, pelo da hepatite B e pelo bacilo da tuberculose.
Alguns dos efeitos imediatos são queimaduras no couro cabeludo, coceira, ardência ocular e até pneumonia química (queimadura no pulmão devido à inalação) que pode levar à morte. A longo prazo, pode causar câncer e alterações no sistema nervoso central.
A solução desinfetante possui pH entre 2,7 e 3,7

Causa mais danos que o Formol

“Recebemos denúncia sobre o uso dessa substância. O uso de glutaral como alisador, ou seja, em concentrações maiores do que as permitidas, é ilegal. Há casos em que o cabeleireiro o adiciona ao produto. Isso é um crime hediondo. Tanto o profissional quando o salão são responsáveis. O estabelecimento pode ser fechado” diz Érica França, especialista em regulação da Anvisa. “Há ainda casos em que a indústria burla a legislação e inclui a substância na formulação de alisadores, o que é proibido. Isso está sendo investigado”.

Autor do livro ‘Dr. Cabelo’, o tricologista Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, conta que atende até dez pessoas por semana com problemas relacionados ao alisamento no Instituto do Cabelo (SP). “Todos os dias atendo homens e mulheres com complicações capilares devido à química. O glutaral é o ‘novo’ formol, porém é mais potente ao causar danos. Já internei paciente com queimadura de 3º grau no couro cabeludo. A queimadura leva à infecção e, em alguns casos, a região jamais terá cabelo”.

fonte- http://blog.implantecapilar.med.br/termo/glutaral

Exposição oftalmológica
Lavar com água corrente por 15 minutos. Um exame oftalmológico deve ser
considerado se a irritação ou dor persistir após a lavagem. Concentrações
inferiores, como 2%, podem causar dano ocular com inflamação severa,
lacrimejamento e edema.
uma das fontes de pesquisas (glutaraldeido)
http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/alertas/informe_tecnico_04.pdf

Glutaraldeido e Formol são semelhantes SIM

Recentemente, a Anvisa também tem sido questionada quanto ao uso de glutaraldeído ou glutaral, que, devido a sua semelhança química com o formol, apresenta também os mesmos riscos e restrições.

uma das fontes de pesquisas (glutaraldeído)


FENOXIETANOL
 Tipo de composto Fenólico, composíção química C8 H10 O2
Característica líquido oleoso, pouco solúvel em água, solúvel em álcool, amplo espectro de tolerância de pH estável( valor de pH aproximadamente 7.0)
Aplicação 0,5 a 2,0% em combinação com Parabenos, ácido peracético, ou ácido sórbico. Usado como bactericida com amônio quaternário.
Modo de ação Disrupção da membrana pela solubilização de lipídeos e possível denaturação de proteínas.
Fenoxietanol (álcool fenoxietil, eter glycol monofenil): fenoxitanol é um éter glicólico. Diversos estudos sobre animais demonstram que o fenoxietanol tem efeitos adversos sobre o cérebro e o sistema nervoso, assim como mudanças cromossômicas e mutações genéticas, atrofia testicular e danos no sistema reprodutivo. O fenoxietanol se degrada em fenol e acetaldeído. O fenol pode afetar os mecanismos primários de resposta do sistema imunológico. O acetaldeído é suspeito de ser carcinogênico. Estudos de inalação mostram irritação dos olhos, da pelo e das vias respiratórias.
 Fenoxietanol (álcool fenoxietil, eter glycol monofenil): fenoxitanol é um éter glicólico. D

VEJA TAMBÉM



http://www.colegiodinamico.com.br/PAGINAS/ALUNO/o_professor/arquivos/arilson/arilson_2011_aldeidos-cetonas-e-acidos_carboxilicos.pdf


Leia o código de defesa do consumidor! Se você é cliente fique atento ao capítulo III e se você é profissional o capítulo IV vai te clarear as ideias... http://www.emdefesadoconsumidor.com.br/codigo/codigo-de-defesa-do-consumidor.pdf
Não alisa!
Estes produtos com Glutaraldeido, Ácido Glioxílico e Formol  não alisam o cabelo, por serem extremamente ácidos eles fecham a cutícula impermeabilizando o fio do cabelo. Na verdade eles apenas encapam o cabelo e a alta temperatura molda o fio, dando o aspecto de liso.

Agradecimentos:
Membros da comunidade Cabeleireiros do Brasil (Orkut) pelo debate! ANVISA, Blog Implante Capilar e Welington Anselmo.




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